terça-feira, 17 de agosto de 2010

Bow Wow quer Jadakiss em proximo album


Bow Wow anunciou planos para gravar seu oitavo álbum de estúdio.




O rapper de Ohio que se tornou ator, que veio sob a tutela de Jermaine Dupri, bateu o emcee Yonkers para atuar como "embaixador" de seu novo album, supostamente intitulado Who Is Shad Moss "Quem é Shad Moss.''



Bow Wow Diz: "Eu fiz isso porque, você sabe, eu só queria alguém que é bem respeitado no hip-hop me desafiar", disse ele a RealTalkNY. "Foi na Greenlight que eu fui sair com a resposta e eu fui ficando, sabe, eu só queria levá-lo a outro nível. Então pensei, qual é a melhor maneira de fazer isso, então pensei no Jadakiss. Ter um dos maiores de todos os tempos no meu proximo album, agora e isso é Kiss... Esse é o cara."



Who Is Shad Moss "Quem é Shad Moss'' será o primeiro lançamento do rapper desde sua saída da Sony Records no ano passado, e vai ser o seu primeiro album sob o selo Cash Money Records.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

#RapBR - Projota - Projeção Prod. Laudz


                O Rapper Projota Disponibilizou Seu novo Single...para download Ouça e baixe
                                                            Download
                        http://www.4shared.com/audio/fMaGCd_X/Projota_-_Projeo_Prod_Laudz.html

sábado, 14 de agosto de 2010

Afro-X e Ne-Yo hoje no Altas Horas


Hoje depois do Criança Esperança tem Neyo e Afro-X no Altas Horas, Afro-X participou do programa como entrevistador mas tambem cantou, ele cantou uma canção a nova dele, chamada Paixão de Brasileiro, já Neyo cantou varias canções entre elas, Beautiful Monster e Because of you e Mad.






No intervalo da gravação do programa, o rapper brasileiro aproveitou para presentear o norte-americano com seu novo disco Das Ruas Pro Mundo.





Neyo elogiou o Afro-X e o Rap Brasileiro, falando que nois temos condições de melhorar muito, e chegar facilmente no nivel do Rap Americano...





Aproveitando o espaço, vou postar as duas novas musicas do Afro-X para Download, pra quem nao ouviu ainda...

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Black Eyed Peas fará nove shows no Brasil esse ano

Depois de alguns boatos, foi confirmado nos últimos dias que o Black Eyed Peas virá ao Brasil ainda esse ano. A banda fará nove shows por diversas cidades do páis, com a The E.N.D. World Tour 2010, divulgando seu último álbum.




O grupo vai se apresentar em Fortaleza (15/10, Ceara Music Festival – Marina Park), Recife (17/10, Jockey Club), Salvador (19/10, Parque de Exposições), Brasília (22/10, Estacionamento Mané Garrincha), Rio de Janeiro (24/10, Apoteose), Belo Horizonte (26/10, Mega Space) e Porto Alegre (29/10, Estacionamento Fiergs), Florianópolis (01/11, Arena Show) e finaliza a série de shows em São Paulo (4/11, Morumbi).



Canções de The End, como “Boom Boom Pow”, “Rock That Body”, “Meet Me Halfway” e a recordista de download, “I Gotta Feeling”, estarão presentes. Informações sobre ingressos e horários não foram divulgados.

Lloyd Banks fala sobre seu novo contrato

Membro da G-Unit Lloyd Banks tem um novo contrato. Depois de meses de especulações sobre onde o seu próximo LP, The Hunger For More 2, seria lançado, 50 Cent assinou um contrato de distribuição para a nova linha Punch King. Banks vai anunciar a sua nova casa na sexta-feira 13:00 ET em "RapFix Live".




Naturalmente, Banks ainda não foi assinada a G-Unit, mas desde o lançamento de seu LP 2006, Rotten Apple, cumprido as suas obrigações contratuais com a Interscope, a Southside, Queens, nativa vem operando como um artista independente.



Banks tem mantido o seu perfil e seus lançamentos musicais, soltando o TOS álbum G-Unit (Terminate On Sight), em 2008, e uma porrada de mixtapes, incluindo 2009's V.5. Banks tinham um som pra rádio e um pro clube de acerto com o Juelz Santana "Beamer, Benz ou Bentley" na Primavera deste ano e recentemente ele completou a produção de um novo single com o cantor Lloyd, intitulado "Any Girl". Enquanto isso, Banks tem vindo a trabalhar na sequela para o seu fã favorito multiplatinum 2004, The Hunger For More.



"É preciso trazer as pessoas de volta", disse ele sobre a extinção de LPs sequela. "Especialmente com o Twitter e coisas assim, você falar diretamente com seus fãs e eles vão te dizer o que eles querem ouvir. Querem aquela velha coisa novamente. Não tanto quanto a música, mas a Unit. Fãs querem vê-lo animado sobre hip-hop. "



Banks disse que durante uma conversa com 50 Cent, em geral da Unit, disse-lhe que HFM2 tem que ser um projecto intemporal.



"Ele disse, 'Você sabe que você tem que fazer. Você tem que fazer uma parte dois para o registro e fazer um outro clássico," Banks recordou.



O acordo da G-Unit nova distribuição vai ser apenas para os Banks e Tony Yayo. 50 ainda tem mais um cd que deve, nos termos do seu contrato Shady Aftermath / Interscope.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

50 Cent ataca Shyne durante conferência da Def Jam

O líder da G-Unit, 50 Cent, passou um trote para o rapper Shyne durante uma conferência ao vivo da Def Jam realizada ontem (11 de agosto). 50 se identificou como um executivo da indústria da música para falar com o rival.




Eu gostaria de falar com o Shyne, disse 50. Meu nome é Sean, liguei logo depois do Tim Westwood. Queria falar com o Shyne. Minha pergunta é: é o Shyne? Tranquilo, cara? Tranquilidade total.



Eu só estava me perguntando qual é o seu real problema com o 50... A parada do 50 com o Shyne, eu acho que essa mer** é um trote! Eu acho que essa é a forma que você encontrou para tentar ganhar atenção de alguma forma, já que o maluco não fecha contigo há quinze anos, adicionou. Você se foi há 10 anos, então não deveria mais ter problemas. Cala a boca, maluco! Cala a boca, maluco! Cala a boca, você está numa po*** de uma ilha! Você não pode ir pra guerra de uma po*** de uma ilha! Cala a po*** da boca! Cala a boca! Fo*&#* o Shyne! Fo*&#* a Def Jam! Fo*&#* todo mundo! Eu não me importo que você tenha ido pra cadeia! Espero que você tenha sido estuprado por um monte de negões!





Isso não é um problema, respondeu Shyne, que não sabia que estava falando com 50. Ele tinha o que dizer nas ruas enquanto eu estava na cadeia. Após a resposta de Shyne, a conexão de 50 foi temporariamente suspensa, e o rapper foi alertado de que poderia ser cortado durante a continuação da ligação.



No começo do ano, Shyne, que foi deportado para Belize, lançou algumas 'diss tracks' para 50 Cent, incluindo There Will Be Blood (Haverá Sangue).

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

6 razões para dizer que Rick Ross é o proximo B.I.G


Depois do Diddy dizer que em janeiro de 2010 que Rick Ross é o B.I.G de hoje. Então a revista/site Vibe resolveu fazer esta interessante matéria onde qualquer um pode deixa a sua opinião sobre essa comparação B.I.G x Rick Ross e o rapevolusom.com traduziu esta parada da Vibe, confira a matéria abaixo:




1- Razão: Sua capacidade de fazer canções Rap/R&B que não são canções completamente fracas



Um rapper, com qualquer nível de sucesso mainstream,precisa de um catálogo de canções que servem para as garotas. Big e Ross não são exceções nisso. Muitos artistas fazem isso em seus álbuns,mas B.I.G nunca foi apelativo nestas canções basta ouvir Sky’s The Limit, “Fuck U Tonight” e “One More Chance (Remix)”. Ross fez a mesma coisa com Here I am, Magnificent, e o seu recente single Super High. Está e a maior tentativa que colocar suas músicas nas rádios para obter mais sucesso em seus albuns.



2-Razão: Suas tentativas épicas na criação de music videos



Rick Ross sabe como fazer um videoclipe bastante cativante desde o brilho e o glamour de Speedin para opinião furtada de The Boss e o incrivel video dirigido por Gary Gray Super High que transforma seus videos em eventos. B.I.G fez a mesma coisa, muita festa no video One More Chance e Big Poppa como cenas de barco e perseguição no video Hipnotize. Suas visões grandiosas foram semelhantes.



3-Razão Suas escolhas de marca de roupas e acessórios



As pessoas sabem que o negocio do Ross é a barba óculos escuros da Louis Vutton e bonés. Enquando Big usava Coogi,Versace e Kangols na sua época. Alguns rappers tem um certo olhar sobre eles,mas eles se encaixam nessas paradas.



4-Razão Seus relacionamentos com cantoras de rap



Sob circunstâncias normais, nós não se importamos com quem Rick Ross namora ou deixou de namorar,mas todos sabem que Ross teve um caso com a rapper Foxy Brown e as más linguas dizem que Foxy ficou com Jay-Z e Nas mas isso são só rumores nada concreto. Agora Big , teve um relacionamento pessoal com a Lil Kim, mas se casou com a Faith Evans não durou muito e Big se envolveu com a Charli Baltimore. Kim e Faith nunca se deram bem, e me parece que elas se encontraram e uma festa neste ano e quase sairam no pau.



5-Razão : Suas associações com Diddy



Diga o que quiser sobre o Diddy mas ele fez de Biggie Smalls um ícone no rap mundial. Ele era o cabeça de tudo, ele levou Big ao sucesso nos anos 90 e vem mantende o seu legado ao longo destes anos. Não é a mesma coisa com o Rick pois Rick ja tinha sucesso antes do Diddy começar a gerenciar a sua carreira. Podemos ver que Ross irá mais longe do que imaginavamos.



6- Razão: Seus personagens mais importantes do que a vida



Essa parada de ser grande (gordo) funcionou foi benéfica para o Big e está sendo benéfica para o Rick Ross não sei se exatamente isso, mas quando você é um cara grande as pessoas tendem a lembrar de você. É uma qualidade que Big teve ao longo da sua carreira e é uma qualidade que Ross está usando no momento.



O que vocês acham ? Será Rick Ross o fantasma de Biggie Smalls? deixem suas opiniões sobre o que acharam da matéria que a Vibe fez e que o rapevolusom trouxe para vocês analisarem essa matéria.



Sem esquecer #RapBr na cabeça rapaziada!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Entrevista com Mv Bill

Entrevista com MV Bill


Você provavelmente o conheceu em 1999. Naquele ano, a classe média ficou escandalizada com as imagens de um cantor de rap se apresentando no Free Jazz Festival portando uma arma na cintura. Nas edições dos noticiários de TV e nas primeiras capas dos jornais do dia seguinte, a acusação: _ Apologia ao crime! O mundo dá voltas e, oito anos depois, MV Bill conquistou, com muito esforço, o respeito da elite intelectual e da mídia, a ponto da principal emissora do país veicular, durante quase uma hora, seu documentário, Falcão- Meninos do Tráfico, e no famigerado, porém bastante assistido, Fantástico. Alex Pereira Barbosa (nome verdadeiro de Bill) recebeu o Repórter Rodrigo Mathias e a fotógrafa Camila Rabelo, do ESPALHAFATO, na sede da CUFA (Central Única de Favelas), na Cidade de Deus, para um bate-papo descontraído e pautado por uma grande consciência política e social.



A fama e o respeito, conquistado com seu trabalho, mudaram sua relação com o público em geral?



Antes da fama eu carregava a áurea da incompreensão. Talvez eu também ainda não tivesse aprendido a me expressar de forma clara. Não sabia usar as palavras certas para externar a revolta que eu tinha dentro de mim. Todas as vezes que eu participava de debates nas universidades, eu era banido abaixo de gritos de racista, de preconceituoso, de radical... Quando na verdade, eu sempre preguei o que eu prego hoje, só que naquela época, eu confesso que era de uma forma mais agressiva.



O que mudou de lá pra cá?



Eu amadureci. E aconteceram outras coisas na minha vida que complementaram meu discurso, trazendo uma maior compreensão para aqueles que me ouvem. Talvez só com as palavras, eu não conseguisse atingir esse público. Depois que “Falcão” foi lançado, muito mais gente passou a prestar atenção no que eu falo. As imagens causam um espanto e permitem que as pessoas conheçam uma realidade que dificilmente conheceriam só com a minha fala. As imagens ainda causam surpresa.



Estar na mídia é uma vitória sua ou uma cooptação do sistema?



Toda vez que eu tive oportunidade de ir na TV, principalmente na Globo, eu nunca foquei no que poderia ser ganho em cima de mim, mas o que eu poderia ganhar com o espaço conquistado. E eu sempre vi a mídia, de um modo geral, como uma via de mão dupla. Eles se beneficiam, mas o meu discurso também se beneficia. Eu vejo todas essas inserções na mídia de forma positiva. De certa maneira, estamos ajudando a reescrever parte da história da TV brasileira. Não acho que aparecer em um lugar como a Globo seja um ponto negativo, muito pelo contrário, a gente ajudou a empretecer um pouco mais a TV.



Alguns artistas vëm de comunidades pobre e, depois da fama, esquecem de onde vëm e viram as costas para seus antigos fãs e mesmo amigos. O que você pensa disso?



Eu já fui muito mais radical sobre esse tema. Depois eu fui amadurecendo e vendo que o que a gente critica é aquilo que a gente é. Mas eu continuo criticando aquelas pessoas que sobem na vida e esquecem de onde vêm, do passado. Esquecem que precisam lutar também para melhorar a vida das pessoas que eles deixaram pra trás.



Qual o panorama que você faz sobre esses anos de CUFA?



Quando eu vejo o que a gente conquistou, eu fico impressionado. Quando começamos, eu não imaginava que conseguiríamos fazer isso tudo. Outro dia, na final da Libra (Liga Brasileira de Basquete de Rua), eu vi o tamanho daquilo tudo e fiquei boquiaberto. É uma coisa que me deixa muito feliz, mas que foi muito difícil para conseguir. Se hoje eu tivesse que começar tudo de novo talvez nem começasse, mas é um sacrifício que vale a pena. É uma pena muito dura, mas vale.



Qual sua visão do atual estágio do Movimento Negro?



Acho que o Movimento Negro é importante, mas quando eu participava dele vi que tinha muitas falhas. A meu ver, a principal delas é a distância que ele tem da população em geral. Nos encontros que eu ia, eu sempre via as mesmas pessoas. Eu ouvia aqueles discursos belíssimos, mas que só eram ouvidos por pouca gente. O que estava querendo se criar ali era apenas uma elite intelectual negra. Eu já acho que nós devemos mesmo é conversar com o povo em geral e não restringir a discussão a um grupo apenas.



Em abril, a UNE promoveu o primeiro Encontro de Estudantes Negros da UNE, o ENUNE. Você considera esse passo dado pelo Movimento Estudantil uma vitória, mesmo que pequena, para o combate ao racismo?



Acho muito bom que um grupo de pessoas se reúna para discutir esse assunto, que é um assunto muito pouco debatido. Mas eu acho que é preciso tomar cuidado para não ficar uma coisa estigmatizada, “estudantes negros”. Estudante negro é antes de tudo um estudante como qualquer outro. Não quero que a gente crie uma classe estigmatizada entre os estudantes.



Recentemente, um jornalista influente lançou um livro chamado “Não somos racistas”, que de uma certa forma resgata a idéia de democracia racial do Gilberto Freyre. O que você acha da insistência de uma parte da sociedade nessa teoria?



Cara, eu não tenho nem mais espanto quando vejo isso. É o reflexo de uma parte da sociedade. E como é uma parte dominante, continua a existir, de forma errônea, esse pensamento de que nós não somos uma nação racista e que o problema é um desnível social. Chame como quiser. Mas se você for até esses lugares onde a diferença econômica é pior, você vai identificar qual é a cor daquelas pessoas e isso não é uma coincidência. As pessoas tentam tirar a responsabilidade do racial e colocar no social, como se isso fosse amenizar o problema, mas ele continua grave da mesma forma. Não importa como chamem, olhem e vão identificar onde está esse problema, é só dar uma pesquisada na maioria da população de rua, na maioria da população carcerária, dos desempregados, das empregadas domésticas, dos subempregados, dos analfabetos, a maioria dos jovens que mais morrem com essa violência. Já existe uma desproporcionalidade na população negra masculina; morre-se mais do que se nasce. Se não vai chamar isso de racismo o que é então? Se não for racismo é genocídio.



Você é a favor das cotas?



Eu particularmente gostaria muito que as cotas não fossem necessárias, é o que eu queria. Mas a gente vive num país tão filha da puta... Eu ia nessas palestras em universidades e comecei a identificar algumas coisas. Depois que eu descobri que o ‘E’ de UERJ é estadual e o ‘F’ de UFRJ é federal, eu pensei: Pô, mas não são esses carros importados do ano que deveriam estar aqui nesse estacionamento. As pessoas da mesma cor que eu não poderiam estar só na cozinha, na limpeza ou na segurança. Ali está o erro. As universidades publicas são usadas de maneira errada. Claro que eu não acho que deva pegar qualquer muleque na rua e colocar lá. Tem que existir um pré-vestibular para preparar essas pessoas. Já existem estudos que demonstram que a maioria dos cotistas tem tirado notas melhores do que não-cotistas. Mas também acho que as cotas não devem ser uma coisa permanente. Por isso que eu brigo muito pelo ensino de base. Temos que fazer com que os pais consigam manter os filhos na escola, para que não sejam como os meus, que tiveram que me fazer optar por estudar ou trabalhar. Quando isso acontecer, aos poucos, as cotas podem ser abolidas. Eu vi uma campanha do governo federal que era pra pedir para as empresas terem diversidade racial no quadro de funcionários. Para eles começarem a contratar negros, nordestinos, índios, qualificados que não conseguem se inserir no mercado de trabalho. É uma propaganda que dá um pouco de vergonha lá no fundo, mas se o governo federal tá pedindo é porque tá precisando né.



Você já pensou em fundar um partido uma vez, o PPPomar. Por que você preferiu fundar um partido e não entrar em um?



Eu tenho muito problema com partidos, porque toda vez que eu ia procurar um, eles me indicavam para uma “ala” que cuida do Movimento Negro. Ora, eu não quero apenas uma ala de um partido, eu quero um partido inteiro. Então eu comecei a formular a idéia do PPPomar, que era para ser um partido destinado a colocar o problema racial em pauta. O problema é que existia uma burocracia muito grande para criar o partido e nós acabamos deixando ele meio de lado e se concentrando na CUFA.



O que você acha de iniciativas como o CUCA (Centro Universitário de Cultura e Arte da UNE) ?



Acho que essa é uma ótima forma de tentar colocar as discussões políticas em pauta. É um bom modo de chegar nas pessoas, que geralmente não se interessam por política. Eu acho um jeito interessante de se iniciar um tipo de movimento, mas é claro que não podemos ficar restritos à isso. Temos que pensar também em outros temas importantes da sociedade.



Qualquer pessoa que escuta Rap percebe a diferença entre o estilo estadunidense, mais focado na diversão, e o brasileiro, mais politizado. Por que existe essa diferença?



O rap americano começou igual ao daqui. Mas, eles começaram a falar para um público maior e a mídia começou a prestar atenção neles. O problema é que a mídia não quer saber de música que fala da realidade dura, de problemas como racismo e pobreza. Eles querem só a parte da diversão, e por isso que virou isso ai que está hoje. Eu fiquei muito decepcionado quando estive naquele festival “Hip Hop Manifesto”, com o Já Rule e o Snoop Dog. Os caras vêm fazer um evento patrocinado por uma cerveja e mais um monte de outras empresas com gente de fora e chamaram de o maior evento de hip hop do Brasil! Isso me deixou puto porque a gente faz o Hutuz, que é o maior festival de hip hop da América Latina e ninguém fala nada. É revoltante.



A UNE fez a Bienal de Arte e Cultura, em janeiro, com o apoio da Rede Globo e recebeu muitas críticas de setores do Movimento Estudantil. A CUFA também contou com a cobertura da Globo na final da Liga Brasileira de Basquete de Rua. Você recebeu críticas por aceitar essa parceria?



Sim. Foram críticas vindas de pseudo-revolucionários do hip-hop e alguns débeis mentais de faculdade, que se acham revoltados e consideram que uma emissora é culpada por tudo o que acontece no país. Eu, pelo contrário, não acho que nenhuma delas é melhor ou pior que outra. Todas elas tem uma forma linear de nos tratar. Isso vai desde a emissora mais popular a mais musical. Todas elas tem o mesmo padrão de beleza, a mesma forma de se dirigir as pessoas de forma desrespeitosa. Não dão os espaços necessários para os afrodescendentes e periféricos. Então eu acho uma incoerência ser contra apenas uma. É como no hip hop. O cara fala que não vai na TV, mas faz vídeo clipe. E vídeo clipe não é para passar no telefone ou no rádio. Muitos dizem que não vão à TV, mas na verdade nunca foram convidados. Portanto recusam um convite que na verdade nunca foi feito. Eu procurei achar espaços nos lugares que eu não precisava me moldar. Não precisava mudar meu discurso, não precisava mudar minha pessoa para poder me encaixar dentro dos padrões. E todas as pessoas que me fizeram críticas por eu ter ido à Globo assistiram os programas que eu fiz na TV. Quer dizer, a Globo é tem um poder tão grande, que até os pseudo revolucionários param para assistir. Através dessa inserção na TV, de forma sincera e sem banalizar as coisas que eu faço, eu consegui ampliar meu raio de trabalho. Antigamente eu falava só pros “calça larga” que nem eu, o pessoal do hip hop. Hoje eu falo pra você, falo pra minha mãe, falo pros filhos dos meus amigos. Aí o pessoal fala que o Bill mudou, que ele era mais pesado. Claro que era! Eu falava pra mim mesmo. Então eu podia falar qualquer coisa. Hoje eu falo para um pai de família. Então meu discurso não precisa ser modificado, ele tem que ser amadurecido.

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