sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Black Eyed Peas fará nove shows no Brasil esse ano

Depois de alguns boatos, foi confirmado nos últimos dias que o Black Eyed Peas virá ao Brasil ainda esse ano. A banda fará nove shows por diversas cidades do páis, com a The E.N.D. World Tour 2010, divulgando seu último álbum.




O grupo vai se apresentar em Fortaleza (15/10, Ceara Music Festival – Marina Park), Recife (17/10, Jockey Club), Salvador (19/10, Parque de Exposições), Brasília (22/10, Estacionamento Mané Garrincha), Rio de Janeiro (24/10, Apoteose), Belo Horizonte (26/10, Mega Space) e Porto Alegre (29/10, Estacionamento Fiergs), Florianópolis (01/11, Arena Show) e finaliza a série de shows em São Paulo (4/11, Morumbi).



Canções de The End, como “Boom Boom Pow”, “Rock That Body”, “Meet Me Halfway” e a recordista de download, “I Gotta Feeling”, estarão presentes. Informações sobre ingressos e horários não foram divulgados.

Lloyd Banks fala sobre seu novo contrato

Membro da G-Unit Lloyd Banks tem um novo contrato. Depois de meses de especulações sobre onde o seu próximo LP, The Hunger For More 2, seria lançado, 50 Cent assinou um contrato de distribuição para a nova linha Punch King. Banks vai anunciar a sua nova casa na sexta-feira 13:00 ET em "RapFix Live".




Naturalmente, Banks ainda não foi assinada a G-Unit, mas desde o lançamento de seu LP 2006, Rotten Apple, cumprido as suas obrigações contratuais com a Interscope, a Southside, Queens, nativa vem operando como um artista independente.



Banks tem mantido o seu perfil e seus lançamentos musicais, soltando o TOS álbum G-Unit (Terminate On Sight), em 2008, e uma porrada de mixtapes, incluindo 2009's V.5. Banks tinham um som pra rádio e um pro clube de acerto com o Juelz Santana "Beamer, Benz ou Bentley" na Primavera deste ano e recentemente ele completou a produção de um novo single com o cantor Lloyd, intitulado "Any Girl". Enquanto isso, Banks tem vindo a trabalhar na sequela para o seu fã favorito multiplatinum 2004, The Hunger For More.



"É preciso trazer as pessoas de volta", disse ele sobre a extinção de LPs sequela. "Especialmente com o Twitter e coisas assim, você falar diretamente com seus fãs e eles vão te dizer o que eles querem ouvir. Querem aquela velha coisa novamente. Não tanto quanto a música, mas a Unit. Fãs querem vê-lo animado sobre hip-hop. "



Banks disse que durante uma conversa com 50 Cent, em geral da Unit, disse-lhe que HFM2 tem que ser um projecto intemporal.



"Ele disse, 'Você sabe que você tem que fazer. Você tem que fazer uma parte dois para o registro e fazer um outro clássico," Banks recordou.



O acordo da G-Unit nova distribuição vai ser apenas para os Banks e Tony Yayo. 50 ainda tem mais um cd que deve, nos termos do seu contrato Shady Aftermath / Interscope.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

50 Cent ataca Shyne durante conferência da Def Jam

O líder da G-Unit, 50 Cent, passou um trote para o rapper Shyne durante uma conferência ao vivo da Def Jam realizada ontem (11 de agosto). 50 se identificou como um executivo da indústria da música para falar com o rival.




Eu gostaria de falar com o Shyne, disse 50. Meu nome é Sean, liguei logo depois do Tim Westwood. Queria falar com o Shyne. Minha pergunta é: é o Shyne? Tranquilo, cara? Tranquilidade total.



Eu só estava me perguntando qual é o seu real problema com o 50... A parada do 50 com o Shyne, eu acho que essa mer** é um trote! Eu acho que essa é a forma que você encontrou para tentar ganhar atenção de alguma forma, já que o maluco não fecha contigo há quinze anos, adicionou. Você se foi há 10 anos, então não deveria mais ter problemas. Cala a boca, maluco! Cala a boca, maluco! Cala a boca, você está numa po*** de uma ilha! Você não pode ir pra guerra de uma po*** de uma ilha! Cala a po*** da boca! Cala a boca! Fo*&#* o Shyne! Fo*&#* a Def Jam! Fo*&#* todo mundo! Eu não me importo que você tenha ido pra cadeia! Espero que você tenha sido estuprado por um monte de negões!





Isso não é um problema, respondeu Shyne, que não sabia que estava falando com 50. Ele tinha o que dizer nas ruas enquanto eu estava na cadeia. Após a resposta de Shyne, a conexão de 50 foi temporariamente suspensa, e o rapper foi alertado de que poderia ser cortado durante a continuação da ligação.



No começo do ano, Shyne, que foi deportado para Belize, lançou algumas 'diss tracks' para 50 Cent, incluindo There Will Be Blood (Haverá Sangue).

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

6 razões para dizer que Rick Ross é o proximo B.I.G


Depois do Diddy dizer que em janeiro de 2010 que Rick Ross é o B.I.G de hoje. Então a revista/site Vibe resolveu fazer esta interessante matéria onde qualquer um pode deixa a sua opinião sobre essa comparação B.I.G x Rick Ross e o rapevolusom.com traduziu esta parada da Vibe, confira a matéria abaixo:




1- Razão: Sua capacidade de fazer canções Rap/R&B que não são canções completamente fracas



Um rapper, com qualquer nível de sucesso mainstream,precisa de um catálogo de canções que servem para as garotas. Big e Ross não são exceções nisso. Muitos artistas fazem isso em seus álbuns,mas B.I.G nunca foi apelativo nestas canções basta ouvir Sky’s The Limit, “Fuck U Tonight” e “One More Chance (Remix)”. Ross fez a mesma coisa com Here I am, Magnificent, e o seu recente single Super High. Está e a maior tentativa que colocar suas músicas nas rádios para obter mais sucesso em seus albuns.



2-Razão: Suas tentativas épicas na criação de music videos



Rick Ross sabe como fazer um videoclipe bastante cativante desde o brilho e o glamour de Speedin para opinião furtada de The Boss e o incrivel video dirigido por Gary Gray Super High que transforma seus videos em eventos. B.I.G fez a mesma coisa, muita festa no video One More Chance e Big Poppa como cenas de barco e perseguição no video Hipnotize. Suas visões grandiosas foram semelhantes.



3-Razão Suas escolhas de marca de roupas e acessórios



As pessoas sabem que o negocio do Ross é a barba óculos escuros da Louis Vutton e bonés. Enquando Big usava Coogi,Versace e Kangols na sua época. Alguns rappers tem um certo olhar sobre eles,mas eles se encaixam nessas paradas.



4-Razão Seus relacionamentos com cantoras de rap



Sob circunstâncias normais, nós não se importamos com quem Rick Ross namora ou deixou de namorar,mas todos sabem que Ross teve um caso com a rapper Foxy Brown e as más linguas dizem que Foxy ficou com Jay-Z e Nas mas isso são só rumores nada concreto. Agora Big , teve um relacionamento pessoal com a Lil Kim, mas se casou com a Faith Evans não durou muito e Big se envolveu com a Charli Baltimore. Kim e Faith nunca se deram bem, e me parece que elas se encontraram e uma festa neste ano e quase sairam no pau.



5-Razão : Suas associações com Diddy



Diga o que quiser sobre o Diddy mas ele fez de Biggie Smalls um ícone no rap mundial. Ele era o cabeça de tudo, ele levou Big ao sucesso nos anos 90 e vem mantende o seu legado ao longo destes anos. Não é a mesma coisa com o Rick pois Rick ja tinha sucesso antes do Diddy começar a gerenciar a sua carreira. Podemos ver que Ross irá mais longe do que imaginavamos.



6- Razão: Seus personagens mais importantes do que a vida



Essa parada de ser grande (gordo) funcionou foi benéfica para o Big e está sendo benéfica para o Rick Ross não sei se exatamente isso, mas quando você é um cara grande as pessoas tendem a lembrar de você. É uma qualidade que Big teve ao longo da sua carreira e é uma qualidade que Ross está usando no momento.



O que vocês acham ? Será Rick Ross o fantasma de Biggie Smalls? deixem suas opiniões sobre o que acharam da matéria que a Vibe fez e que o rapevolusom trouxe para vocês analisarem essa matéria.



Sem esquecer #RapBr na cabeça rapaziada!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Entrevista com Mv Bill

Entrevista com MV Bill


Você provavelmente o conheceu em 1999. Naquele ano, a classe média ficou escandalizada com as imagens de um cantor de rap se apresentando no Free Jazz Festival portando uma arma na cintura. Nas edições dos noticiários de TV e nas primeiras capas dos jornais do dia seguinte, a acusação: _ Apologia ao crime! O mundo dá voltas e, oito anos depois, MV Bill conquistou, com muito esforço, o respeito da elite intelectual e da mídia, a ponto da principal emissora do país veicular, durante quase uma hora, seu documentário, Falcão- Meninos do Tráfico, e no famigerado, porém bastante assistido, Fantástico. Alex Pereira Barbosa (nome verdadeiro de Bill) recebeu o Repórter Rodrigo Mathias e a fotógrafa Camila Rabelo, do ESPALHAFATO, na sede da CUFA (Central Única de Favelas), na Cidade de Deus, para um bate-papo descontraído e pautado por uma grande consciência política e social.



A fama e o respeito, conquistado com seu trabalho, mudaram sua relação com o público em geral?



Antes da fama eu carregava a áurea da incompreensão. Talvez eu também ainda não tivesse aprendido a me expressar de forma clara. Não sabia usar as palavras certas para externar a revolta que eu tinha dentro de mim. Todas as vezes que eu participava de debates nas universidades, eu era banido abaixo de gritos de racista, de preconceituoso, de radical... Quando na verdade, eu sempre preguei o que eu prego hoje, só que naquela época, eu confesso que era de uma forma mais agressiva.



O que mudou de lá pra cá?



Eu amadureci. E aconteceram outras coisas na minha vida que complementaram meu discurso, trazendo uma maior compreensão para aqueles que me ouvem. Talvez só com as palavras, eu não conseguisse atingir esse público. Depois que “Falcão” foi lançado, muito mais gente passou a prestar atenção no que eu falo. As imagens causam um espanto e permitem que as pessoas conheçam uma realidade que dificilmente conheceriam só com a minha fala. As imagens ainda causam surpresa.



Estar na mídia é uma vitória sua ou uma cooptação do sistema?



Toda vez que eu tive oportunidade de ir na TV, principalmente na Globo, eu nunca foquei no que poderia ser ganho em cima de mim, mas o que eu poderia ganhar com o espaço conquistado. E eu sempre vi a mídia, de um modo geral, como uma via de mão dupla. Eles se beneficiam, mas o meu discurso também se beneficia. Eu vejo todas essas inserções na mídia de forma positiva. De certa maneira, estamos ajudando a reescrever parte da história da TV brasileira. Não acho que aparecer em um lugar como a Globo seja um ponto negativo, muito pelo contrário, a gente ajudou a empretecer um pouco mais a TV.



Alguns artistas vëm de comunidades pobre e, depois da fama, esquecem de onde vëm e viram as costas para seus antigos fãs e mesmo amigos. O que você pensa disso?



Eu já fui muito mais radical sobre esse tema. Depois eu fui amadurecendo e vendo que o que a gente critica é aquilo que a gente é. Mas eu continuo criticando aquelas pessoas que sobem na vida e esquecem de onde vêm, do passado. Esquecem que precisam lutar também para melhorar a vida das pessoas que eles deixaram pra trás.



Qual o panorama que você faz sobre esses anos de CUFA?



Quando eu vejo o que a gente conquistou, eu fico impressionado. Quando começamos, eu não imaginava que conseguiríamos fazer isso tudo. Outro dia, na final da Libra (Liga Brasileira de Basquete de Rua), eu vi o tamanho daquilo tudo e fiquei boquiaberto. É uma coisa que me deixa muito feliz, mas que foi muito difícil para conseguir. Se hoje eu tivesse que começar tudo de novo talvez nem começasse, mas é um sacrifício que vale a pena. É uma pena muito dura, mas vale.



Qual sua visão do atual estágio do Movimento Negro?



Acho que o Movimento Negro é importante, mas quando eu participava dele vi que tinha muitas falhas. A meu ver, a principal delas é a distância que ele tem da população em geral. Nos encontros que eu ia, eu sempre via as mesmas pessoas. Eu ouvia aqueles discursos belíssimos, mas que só eram ouvidos por pouca gente. O que estava querendo se criar ali era apenas uma elite intelectual negra. Eu já acho que nós devemos mesmo é conversar com o povo em geral e não restringir a discussão a um grupo apenas.



Em abril, a UNE promoveu o primeiro Encontro de Estudantes Negros da UNE, o ENUNE. Você considera esse passo dado pelo Movimento Estudantil uma vitória, mesmo que pequena, para o combate ao racismo?



Acho muito bom que um grupo de pessoas se reúna para discutir esse assunto, que é um assunto muito pouco debatido. Mas eu acho que é preciso tomar cuidado para não ficar uma coisa estigmatizada, “estudantes negros”. Estudante negro é antes de tudo um estudante como qualquer outro. Não quero que a gente crie uma classe estigmatizada entre os estudantes.



Recentemente, um jornalista influente lançou um livro chamado “Não somos racistas”, que de uma certa forma resgata a idéia de democracia racial do Gilberto Freyre. O que você acha da insistência de uma parte da sociedade nessa teoria?



Cara, eu não tenho nem mais espanto quando vejo isso. É o reflexo de uma parte da sociedade. E como é uma parte dominante, continua a existir, de forma errônea, esse pensamento de que nós não somos uma nação racista e que o problema é um desnível social. Chame como quiser. Mas se você for até esses lugares onde a diferença econômica é pior, você vai identificar qual é a cor daquelas pessoas e isso não é uma coincidência. As pessoas tentam tirar a responsabilidade do racial e colocar no social, como se isso fosse amenizar o problema, mas ele continua grave da mesma forma. Não importa como chamem, olhem e vão identificar onde está esse problema, é só dar uma pesquisada na maioria da população de rua, na maioria da população carcerária, dos desempregados, das empregadas domésticas, dos subempregados, dos analfabetos, a maioria dos jovens que mais morrem com essa violência. Já existe uma desproporcionalidade na população negra masculina; morre-se mais do que se nasce. Se não vai chamar isso de racismo o que é então? Se não for racismo é genocídio.



Você é a favor das cotas?



Eu particularmente gostaria muito que as cotas não fossem necessárias, é o que eu queria. Mas a gente vive num país tão filha da puta... Eu ia nessas palestras em universidades e comecei a identificar algumas coisas. Depois que eu descobri que o ‘E’ de UERJ é estadual e o ‘F’ de UFRJ é federal, eu pensei: Pô, mas não são esses carros importados do ano que deveriam estar aqui nesse estacionamento. As pessoas da mesma cor que eu não poderiam estar só na cozinha, na limpeza ou na segurança. Ali está o erro. As universidades publicas são usadas de maneira errada. Claro que eu não acho que deva pegar qualquer muleque na rua e colocar lá. Tem que existir um pré-vestibular para preparar essas pessoas. Já existem estudos que demonstram que a maioria dos cotistas tem tirado notas melhores do que não-cotistas. Mas também acho que as cotas não devem ser uma coisa permanente. Por isso que eu brigo muito pelo ensino de base. Temos que fazer com que os pais consigam manter os filhos na escola, para que não sejam como os meus, que tiveram que me fazer optar por estudar ou trabalhar. Quando isso acontecer, aos poucos, as cotas podem ser abolidas. Eu vi uma campanha do governo federal que era pra pedir para as empresas terem diversidade racial no quadro de funcionários. Para eles começarem a contratar negros, nordestinos, índios, qualificados que não conseguem se inserir no mercado de trabalho. É uma propaganda que dá um pouco de vergonha lá no fundo, mas se o governo federal tá pedindo é porque tá precisando né.



Você já pensou em fundar um partido uma vez, o PPPomar. Por que você preferiu fundar um partido e não entrar em um?



Eu tenho muito problema com partidos, porque toda vez que eu ia procurar um, eles me indicavam para uma “ala” que cuida do Movimento Negro. Ora, eu não quero apenas uma ala de um partido, eu quero um partido inteiro. Então eu comecei a formular a idéia do PPPomar, que era para ser um partido destinado a colocar o problema racial em pauta. O problema é que existia uma burocracia muito grande para criar o partido e nós acabamos deixando ele meio de lado e se concentrando na CUFA.



O que você acha de iniciativas como o CUCA (Centro Universitário de Cultura e Arte da UNE) ?



Acho que essa é uma ótima forma de tentar colocar as discussões políticas em pauta. É um bom modo de chegar nas pessoas, que geralmente não se interessam por política. Eu acho um jeito interessante de se iniciar um tipo de movimento, mas é claro que não podemos ficar restritos à isso. Temos que pensar também em outros temas importantes da sociedade.



Qualquer pessoa que escuta Rap percebe a diferença entre o estilo estadunidense, mais focado na diversão, e o brasileiro, mais politizado. Por que existe essa diferença?



O rap americano começou igual ao daqui. Mas, eles começaram a falar para um público maior e a mídia começou a prestar atenção neles. O problema é que a mídia não quer saber de música que fala da realidade dura, de problemas como racismo e pobreza. Eles querem só a parte da diversão, e por isso que virou isso ai que está hoje. Eu fiquei muito decepcionado quando estive naquele festival “Hip Hop Manifesto”, com o Já Rule e o Snoop Dog. Os caras vêm fazer um evento patrocinado por uma cerveja e mais um monte de outras empresas com gente de fora e chamaram de o maior evento de hip hop do Brasil! Isso me deixou puto porque a gente faz o Hutuz, que é o maior festival de hip hop da América Latina e ninguém fala nada. É revoltante.



A UNE fez a Bienal de Arte e Cultura, em janeiro, com o apoio da Rede Globo e recebeu muitas críticas de setores do Movimento Estudantil. A CUFA também contou com a cobertura da Globo na final da Liga Brasileira de Basquete de Rua. Você recebeu críticas por aceitar essa parceria?



Sim. Foram críticas vindas de pseudo-revolucionários do hip-hop e alguns débeis mentais de faculdade, que se acham revoltados e consideram que uma emissora é culpada por tudo o que acontece no país. Eu, pelo contrário, não acho que nenhuma delas é melhor ou pior que outra. Todas elas tem uma forma linear de nos tratar. Isso vai desde a emissora mais popular a mais musical. Todas elas tem o mesmo padrão de beleza, a mesma forma de se dirigir as pessoas de forma desrespeitosa. Não dão os espaços necessários para os afrodescendentes e periféricos. Então eu acho uma incoerência ser contra apenas uma. É como no hip hop. O cara fala que não vai na TV, mas faz vídeo clipe. E vídeo clipe não é para passar no telefone ou no rádio. Muitos dizem que não vão à TV, mas na verdade nunca foram convidados. Portanto recusam um convite que na verdade nunca foi feito. Eu procurei achar espaços nos lugares que eu não precisava me moldar. Não precisava mudar meu discurso, não precisava mudar minha pessoa para poder me encaixar dentro dos padrões. E todas as pessoas que me fizeram críticas por eu ter ido à Globo assistiram os programas que eu fiz na TV. Quer dizer, a Globo é tem um poder tão grande, que até os pseudo revolucionários param para assistir. Através dessa inserção na TV, de forma sincera e sem banalizar as coisas que eu faço, eu consegui ampliar meu raio de trabalho. Antigamente eu falava só pros “calça larga” que nem eu, o pessoal do hip hop. Hoje eu falo pra você, falo pra minha mãe, falo pros filhos dos meus amigos. Aí o pessoal fala que o Bill mudou, que ele era mais pesado. Claro que era! Eu falava pra mim mesmo. Então eu podia falar qualquer coisa. Hoje eu falo para um pai de família. Então meu discurso não precisa ser modificado, ele tem que ser amadurecido.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Game em entrevista para a Complex Magazine

Ninguem disse que é fácil ser um gangster. É só perguntar para Jayceon “Game” Taylor. Desde que ele estreou, parece que o rapper da Califórnia esta constantemente envolvido em algum tipo de treta, controvérsia, ou uma merda geral. Não mais que tarde, tem sido o contrário. Game jura que não vai fazer diss pra ninguém no seu próximo, e mais que atrasado R.E.D. Album. Ele está de volta com sua antiga gravadora, Aftermath, junto com seu antigo mentor, Dr Dre. Ele até fez novos amigos, introduzindo uma nova parceria com Pharrell. Mas mesmo com ele tropeçando em algumas situações (como, quando alguém, recentemente, jogou cerfveja nele e nos filhos) ele esta maduro o suficiente para permanecer calmo. O novo e melhorado Game pode ser mais velho, mais sábio e mais maduro... mas há um problema. A música não está mais conectando. Uma grande quantidade do novo material tem sido lançado ou vazado esse ano, mas mesmo com Justin Timberlake em Ain’t No Doubt About It ou a colaboração de Robin Thicke em Pushin’ It, nenhuma delas pretendeu ir para os charts. Com sua nova mixtape Brake Lights, atualmente iluminando a internet e R.E.D. Album sem uma data concreta para lançar, nós apertamos a buzina com Game, para conversar com ele sobre quando o álbum dele realmente irá sair, o que ele vai precisar pra te matar e por que ele ainda está distante de um hit.






Complex: Brake Lights lançou nessa semana. Todas as músicas foram produzidas por Cool & Dre. Como você conseguiu que eles te dessem essa quantidade grande de beats de graça?

Game: Basicamente Cool & Dre, eles são tipo, meus irmãos. A gente ta junto desde o The Documentary. Por uma razão, eles sempre vieram com umas paradas boas, que botaram meu álbum onde é pra ta, no final, tipo My Life, Hate It Or Love It e Big Dreams. Então, quando se trata da mixtape, a gente tava trabalhando em um som pro meu álbum, que eu fiz com o Drake. E daí, eles tavam tipo ”Você deveria fazer uma mixtape e deixar a gente fazer todas as beats”. Era mais ou menos “A gente vai fornecer o maximo que a gente puder. A gente vai fazer ela s todas loucas e dar pra vocês. Você vai destruir com elas e deixar o Skee como o host dela”. E eu pensei que isso aconteceria, ta ligado? Eu nunca tinha lançado uma mixtape com todas as beats originais.



Complex; Você tem muitas participações na mixtape com vários artistas grandes; Akon, Nas e Rick Ross estão nela. Como você obteve tantas participações loucas numa mixtape?

Game: Eu apena selecionei alguns e perguntei por alguns versos e refrões pra mixtape e as pessoas me responderam muito rápido. Eu não sou um cara novo, então você sabe que eu sou muito bem respeitado. E eu sou muito camarada desses artistas, pelo menos, um monte dos fodões e alguns dos novos. É tipo quando eu solicitei a One Blood Remix, você sabe que todo mundo estava me respondendo.



Complex: E enquanto essas musicas, há musicas que você gravou para o R.E.D. Album e daí decidiu “Oh, eu vou botar isso na mixtape”?

Game: Nah, todos os sons são novos. Tudo que você me ouviu dizendo é novinho. Eu não peguei nada antingo, ou algo que era pra outro projeto e pus na mixtape. Eu fui direto, por uma semana inteira e gravei uma porrada de parada nova. Pode haver dois sons que eu tinha, que eu nunca tinha lançado. Eu acho que eu fui fundo e terminem elas e de um jeito, botei elas como bônus da mixtape...

Complex; Então, no assunto R.E.D. Álbum, você teve muitos atrasos. A data de 24 de Agosto realmente será a definitiva?


Game: Eu acho que eu deveria parar de dizer quando será lançado e dizer “quando lançar, é só pegar” cara. Eu eu acho que não importa o quanto as pessoas vão esperar, nós não vamos entar em um situação tipo Detox e esperar 10 anos por isso. Quando meu álbum lançar, as pessoas vão aprecia-lo, sendo atrasado, o tanto que ele foi atrasado. Interscope tem varias agendas diferentes e eles querem que você faça a merda direito. E eu penso que as pessoas só precisam entender que não é o artista, mas sim, tem muito da frota, empacotamento e deixar os artista com a melhor apresentação que ele pode ter.



24 de Agosto era bem real pra mim até eu começar meu tour. Antes de eu estar bem centrado nele, quando eu chegava em casa na 8ª cara, você sabe, poderia ser ainda 24ª, as vezes eu falava com o Jimmy Iovine. Ele viaja pelo mundo. Quando ele voltar, eu vou voltar [do tour], então eu vou ser com ele e ter um encontro. A gente vai tocar tudo que eu tenho. Eu acho que eu to sentindo falta do meu grande single, tipo ”My Life”, ”Hate It Or Love It“ ou ”One Blood”. E eu acho que eu realmente preciso achar ele [o single].





Eu juro pelas minhas crianças que esse é o album maus louco que eu já fiz na minha vida. Cara, se eu estiver mentindo, Deus pode tira-las de mim e deixar que eu nunca mais veja elas. Você sabe que eu tenho tudo do Dr Dre nesse álbum. Não só as beats – ele esta no álbum na parte vocal. E, como o novo Hip-Hop está preocupado, eu tenho o mais garoto do hip-hop nesse álbum, que é o Drale, numa beat louca feita por Cool & Dre. Eu tenho Just Blaze, Swiiz Beatz, Kanye, todos esses produtores loucos nesse álbum, esse álbum é tão clássico, que eu não quero joga-lo fora.

Meu ultimo álbum fez 270k na primeira semana e eu realmente não ouvi nenhum barulho e não foi atrasado e a gente jogou fora. E My Life foi o que levou para platina. Eu nãoi quero que isso aconteça com esse álbum. Eu acho que, se eu lançar meu álbum amanha, eu tenho 300 mil fás que irão comprar meu álbum na primeira semana. E isso não é ruim durante esses dias e essa idade. Mas eu realmente quero atrasar até conseguir ouro ou tentar mais que os números do The Documentary.



Mas eu acho que eu não posso fazer isso sem um grande som pra rádio. E eu não quero que seja tão radio que não seja pras ruas. Eu to procurando algo entre One Blood e Hate It Or Love It. E eu acho que não teria tanto sucesso ou seria certo pra mim se eu liberasse o álbum antes disso. Eu estaria traindo a mim e meus fãs. Então, quando eu voltar, eu me encontrarei com a gravadora e vamos ver o que eles dirão. Eu tive um encontro com Steve Berman, o cara abaixo do Jimmy Iovine, antes de eu sair, em um restaurante em Beverly Hills. Ele garantiu que a gravadora não iria pisar na bola com esse álbum. Eles só querem uma música que seja hit. Não dizendo que eu não tenha uma, mas eu quero me encontrar e deixar tudo que eu tenho gravado. Porque se eu conseguir uma grande música eu vou foder tudo e chegar no Lil’ Wayne na primeira semana.





Complex: Enquanto as outras musicas. Você tinha muitos singles. Tinha Krazy, Shake e It Must Be Me. Você não estava satisfeito… Game: Não, não. Era ideia do Pharrell apenas lancer uns sons. Ta ligado, tipo, a gente lançou um monte de merda só pra você saber com o que esta lidando. É isso cara.



Complex: Então, essas musicas ainda fazem parte do album?

Game: Não.



Complex: Entaõ eles foram cortadas do album?

Game: Não, Krazy, e eu acho que outra, foi para o iTunes. Insterscope faz umas paradas onde você dá sons para o iTunes só para deixar os fãs com elas antes e você cobra deles $.49, e era isso que elas serviram. A gente não liberou nenhum som real ainda. A unica parade que estava no album e vazou foi a gravação do Justin Timberlake, mas isso não era suposto pra ser o primeiro single ou nada. Isso serviria pra ser um bom, ultimo, terceiro ou quarto singel, mas vazou. A gravadora gostou, a radio gostou, então começaram a tocar. Daí, outra parada minha vazou, minha colaboração com Robin Thicke e T.I.. Quando essas colaborações vazaram, cara, você só pode deixa-las fazer o que elas tem que fazer. Falar sobre elas, empurra-las o maximo que você puder, porque elas podem estourar – e se elas não estourarem, então é só uma parada que vazou. Mas todas vez que um som vaza eu tenho que voltar e realmente dar tudo que eu tenho. Eu realmente não queria que a música com o T.I. e o Robin Thicke não tivesse vazado, porque essa era uma das minhas prediletas no álbum.



Complex: A gente viu algumas fotos da gravação de Ain’t No Doubt About It faz um tempo. O vídeo vai lançar logo?

Game: Cara, eu não sei. Eu gravei o vídeo, pode ser lançado tanto quanto pode não ser lançado. E se for lançado, será lançado depois do primeiro ou segundo single, independente do que for. Apenas para ser uma parada online.

Complex: Qual a colaboração do Pharrell no album agora? Ele ainda é o produtor executivo? Game: Sim, Pharrell é o produtor executive – provavelmente para todos os álbuns, pelo resto da minha vida. A gente criou um tipo de vinculo e amizade, cara, a gente fico no estudio por muito tempo. Agora, a gente chama um ao outro todo dia. E é mais ou menos assim com o Busta Rhymes e Cool & Dre, outros caras que eu tenho conversado todo dia cara, apenas sobre a vida.

Complex: É por isso que você fez a tatuagem da Star Trak?

Game: Eu fiz a tatuagem da Stat Trak porque o Pharrell me ajudou muito com esse álbum, eu senti uma parceria e lealdade – mais, eu não ligo pro que eu escrevo em mim. E tenho uma estrela e mais umas merdas na minha cara, tatuagens em todo meu pescoço. Não faz sentido, cara, mas eu sou de Compton, quem liga?



Complex: Mas você teve má sorte com as tatuagens no passado. Você tinha a tatuagem da G-Unit, daí você fez a tatuagem da G-Unot. Você não está preocupado se, por exemplo, vocês não permanecerem amigos, ou ele decidir se aposentar, ou qualquer outra coisa aconteça?

Game: Quero dizer, se o Pharrell decider se aposentar, qual relação isso tem com uma pequena tatuagem no meu braço? Não é como se eu estivesse andando pelas ruas todo dia com um oculos de aumento e ele estivesse ligado no YouTube todo dia, para alguem estar preocupado com meu braço cara. Se você esta prestando atenção nas minhas tatuagens todos os dias da sua vida, então você esta fazendo algo de errado.

Complex: Nós, recentemente, ouvimos uma versão do seu album e nós fizemos uma resenha dele. Essa é a mesma versão do album ou você vai começar a re-organizar as musicas?


Game: Se você ouviu alguma versão do meu album, então não pode ser, nem de longe, a mesma tracklist, ou até mesmo as musicas, porque continua mudando. Quanto mais tempo eles me dão pra graver, mais louco eu vou fazer e quanto melhor as musicas, elas vão combiner com as outras. Sim cara, não é do jeito que você ouviu. Se você não ouviu ontem, então não é.



Fonte - http://www.complex.com/blogs/2010/08/05/interview-game-talks-r-e-d-album-delays-fake-gangsters-butthurt-fans/

Game critica falsos 'gangstas'

O rapper da West Coast, Game, criticou os auto-proclamados 'Gangstas' do rap, apontando a falta de credibilidade nas ruas entre eles. De acordo com Game, a grande maioria dos artistas apenas interpreta a imagem de um gangsta.




Todo esse pessoal acha que é gangsta, disse Game em uma entrevista. E depois da música do Rick Ross, (B.M.F.), geral está achando que é o Big Meech, o Larry Hoover.



Ninguém realmente quer ser isso, ou mesmo ambicionar ser isso, porque você vai terminar em um caixão, adicionou. Acredite, cara, a maioria desses rappers, tirando eu, 50 e talvez o Waka Flocka e alguns filhos da mãe, nunca levaram uma bala. Nunca tiveram perto de quase perder a vida. Muitos desses rappers estão brincando, cara. Essa não é mais a mensagem que estou tentando propagar.

domingo, 8 de agosto de 2010

Fat Joe quer resolver treta com 50 Cent com briga no banheiro


Desde que 50 Cent atacou Fat Joe em 2005 na música "Piggy Bank" por ele ter participado da música "New York" de Ja Rule, ambos rappers andam se agredindo verbalmente. Fat Joe, que disse recentemente em seu novo álbum que fará uma festa quando 50 morrer, agora acredita ter um jeito para resolver a treta. "No dia que o 50 Cent quiser se trancar comigo no banheiro e fazer isso como homem, nós poderemos cair pra dentro e seguir em frente no dia seguinte", Joe disse à MTV News. Joey Crack explicou que a jogada de 50 foi simplesmente atacar muitos dos grandes rappers de Nova York. "O último que ele está atacando: Puff Daddy.





Ele teve treta com o Jadakiss, teve treta com o Cam'ron. Qualquer um que consideramos foda em Nova York, ele já atacou. Não tem um que ele não tenha atacado", disse Joe. "Fat Joe não está aqui tentando batalhar com todo mundo no rap. Esse não sou eu. Eu sou um homem, e quando você desrespeita a minha família você me desrespeita, tem de haver respostas para as perguntas."

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Foxy Brown se envolve em nova confusão

Foxy Brown está de volta aos noticiários. Apenas uma semana após a rapper ter sido acusada de brigar com uma vizinha, o site de fofocas de celebridades TMZ noticiou que foxy se envolveu em uma briga generalizada ocorrida no lobby de um edifício em Nova York.




De acordo com testemunhas, a artista estava em um luxuoso prédio localizado em Manhattan nesta quinta (29), quando uma confusão envolvendo algumas pessoas teve início.



Foxy teria fugido após o incidente. Ela pode pegar sete anos de prisão pelo caso envolvendo a vizinha.

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